Encontro da Regional Planalto do ANDES-SN debate resistência, lutas e os desafios do sindicalismo combativo

Foi realizado em Goiânia, nos dias 5 e 6 de dezembro, na sede da Regional Planalto do ANDES-Sindicato Nacional, o Encontro da Regional Planalto, que este ano discutiu o tema “Resistências e lutas: os desafios na construção de um sindicalismo combativo”.

A atividade reuniu presidentes e representantes das Seções Sindicais da Regional Planalto, além de docentes, dirigentes e integrantes de coletivos de oposição, em um espaço focado em debates políticos, formação sindical e articulação das lutas da categoria.

A programação do primeiro dia, teve início no período da tarde, com apresentação da mesa: “Quem sabe mais luta melhor: conhecendo o ANDES-SN”, composta pelo professor Fernando Lacerda da UFG e Letícia Carolina Nascimento, 2ª vice-presidenta do Andes-SN. O debate girou em torno da história do sindicato, sua organização interna, as pautas prioritárias e os desafios atuais diante da conjuntura nacional, com foco na formação política das bases.

Na sequência, aconteceu a discussão sobre “Reforma Administrativa”, apresentada pelo 2º Tesoureiro do ANDES-SN, Diego Marquez, ressaltando os riscos da Reforma Administrativa, (PEC 38) para o funcionalismo público, a educação superior e os serviços públicos, reforçando ainda a necessidade de mobilização e unidade entre as categorias.

No sábado o evento foi retomado com o “Diálogo com as Seções Sindicais e Coletivo de Oposição da Regional Planalto”, espaço voltado à troca de experiências, análise de conjuntura regional e construção de estratégias coletivas.

APUG PRESENTE

Mais uma vez, a Associação dos Professores Universitários de Gurupi participou levando a sua contribuição no debate, com situações e informações das lutas da seção sindical, que representa o Setor das Municipais nas lutas nacionais, com ampla participação em todas as atividades do sindicato nacional.

Segundo o presidente Antônio Netto, que está representando a Apug juntamente com o professor Gilberto Correia da Silva, que assumirá a presidência no dia 12 de dezembro, é nesses espaços que precisamos debater, divergir para crescer, mas principalmente se envolver “para que possamos desenvolver e executar programas e ações que tragam subsídios para a categoria, na nossa base sindical”.

Em uma das intervenções, Antonio Jeronimo Netto, destacou que a PEC 38 promove a flexibilização dos vínculos e contratos no serviço público, o que, na prática, tende a dificultar a realização de concursos públicos. Segundo o dirigente sindical, “ao ampliar possibilidades de contratações temporárias, vínculos precários e outras formas de ingresso, a proposta enfraquece o concurso público como regra constitucional e abre caminho para a precarização das relações de trabalho nas universidades.”

Em outra intervenção, o docente chamou atenção para o achatamento salarial que pode ser imposto pela reforma. De acordo com o prof. Netto, a PEC 38 tende a limitar estruturas de carreira, progressões e recomposições salariais, “afetando de forma ainda mais grave os professores das universidades municipais, que já enfrentam baixos salários e ausência de políticas consistentes de valorização docente”, finalizou.

Já o presidente eleito para a gestão 2025/2027, prof. Gilberto Correia, interveio, destacando a importância da participação ampla das bases, para fortalecer as lutas e a construção de um sindicalismo forte e combativo e democrático. Aproveitou também para reforçar a necessidade de que a Regional retorne regulamente com os encontros, que há muito tempo não era realizado, “e isso, a falta de encontros, seja em Goiânia ou nas seções sindicais de Goiás, Distrito Federal e Tocantins, aumenta a distância entre a direção regional e as bases, o que provoca o esfriamento da luta. Precisamos retomar para termos mais proximidade da regional mais atenção às necessidades das seções sindicais integrantes da Regional Planalto”, finalizou.

No sábado, a Apug teve ainda a presença do professor Paulo Henrique Costa Mattos, vice-reitor da Universidade Unirg e ex-presidente da Apug, tendo feito parte também da Regional Planalto em duas gestões anteriores.

Mesmo na gestão da Universidade, Paulo Henrique destacou que as gestões acadêmicas com compromisso com suas comunidades acadêmicas devem buscar se envolver nas discussões da Reforma Administrativa porque ela destrói as relações de trabalho do funcionalismo e permite a privatização das Universidades Públicas, atingido de forma mais dura, inclusive, as municipais e estaduais, com fim dos concursos públicos, com a generalização das terceirizações, fim da Dedicação Exclusiva, estrangulamento da carreira, favorecimento da apropriação patrimonialista do Estado e do clientelismo político.
“Universidades sem autonomia, sem Planos de Carreira decentes, garantia de investimentos públicos e terão cada vez mais dificuldades. Então, como Vice-Reitor da UnirG, fiz questão de participar dessa discussão do Andes, porque ela é fundamental para nossa Universidade”, pontuou o professor Paulo Henrique.

Foto: Representantes da Apug presentes no Encontro da Regional Planalto
Fotos: Divulgação

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